sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Como uma criança

Como uma criança

Sermão para ocasião especial: Dia da criança
Título: Como uma criança
Texto: Mateus 18:1-4

Introdução:

A – Jesus sempre teve uma maneira peculiar de revelar as sublimes verdades do evangelho, de maneira simples e ilustrativas:
1 – Ele falava sobre pássaros, flores, semeador, sementes, crianças, etc.
2 – Certa vez Ele ilustrou a vida cristã, usando o comportamento de uma criança, dizendo: “Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mat. 18:3).

I – DEVEMOS SER COMO UMA CRIANÇA

A – Mas agora pode surgir a pergunta: Como são as crianças? Que qualidades elas possuem? Que lição podemos tirar de suas vidas?
B – Estudemos as suas virtudes:

1– Primeiro: ELAS SÃO FELIZES.
a)Não sofrem dos nervos. Não sabem o que é psicose, nem neurose, até aprenderam com um adulto.
Experiência: Li, algures, a respeito de uma igreja evangélica em Nova York, que pagava cinco especialistas, entre eles psicólogos e psiquiatras para atender os problemas comportamentais de seus membros.
b) Toda criança chora. Mas o chora dura por um momento.
Experiência: Conheço o caso de uma senhora que chorou três dias consecutivos porque o ladrão levou o seu dinheiro e as suas jóias. Isto nunca aconteceria com uma criança, a menos que estivesse com uma dor.
c) - Bíblia diz: “Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã (Sal. 30:5).

2 – Segundo: AS CRIANÇAS SÃO SINCERAS.
a) Elas não usam de atos diplomáticos ou políticos, nem usam sub-reptícios. Elas
são francas. Assim devem ser nossos atos, palavras e vida cristã.
b) Precisamos ser sinceros.
Ilustração: Origem da palavra “sincera”. É uma palavra muito antiga. Veio do latim. Dizem que se originou de duas palavras: “sem cera”. Os artistas ao fazerem os vasos e as estatuetas falsificavam o produto, colocando cera nos que apresentavam defeitos. Com o tempo e com o sol os vasos e as estatuas começavam a apresentar os defeitos. As boas e originais eram “sem cera”. Daí surgiu a palavra “sincera”, ou seja, sem cera.
Aplicação homilética: O cristão não pode ser falsificado. Precisa ser sincero em todos os seus atos.
Ilustração: Lembro-me quando minha filha era criança, fomos almoçar certa vez a convite de amigos. A cozinheira havia colocado sal em excesso no feijão. É claro que não dissemos nada. No final do almoço, a dona da casa perguntou para a minha filha se tinha gostado da comida. Ela respondeu; “Não. Estava muito salgada”. As crianças são assim!... São sinceras quando falam.
Ilustração: Papai vai comprar um cachorro!
Um pai levou a família para comer num restaurante, em que foi servida comida em excesso. Após pagar a conta, ele decidiu levar o que sobrou para casa, a fim de saborear à noite no jantar. Mas, com vergonha, disse ao garçom: “Embrulhe o que sobrou que vou levar para o meu cachorro.” O seu filho, surpreso, que sempre sonhou com um cachorrinho em casa, bradou: “Ôba, papai vai comprar um cachorro! A partir de hoje vamos ter um cão em nossa casa!”

3 – Vamos para a terceira qualidade das crianças: SÃO CONFIANTES NO CUIDADO PATERNAL.
a) Para os seus filhos, você é o maior profissional do mundo. Não existe no mundo ninguém melhor que você, Pelo menos é isto que seu filho pensa a seu respeito.
b) Os filhos, quando crianças, confiam nos pais, incondicionalmente.
Ilustração: “Papai é o piloto.” Uma tremenda tempestade açoitava certo navio em alto mar. A tripulação e os marinheiros corriam de um lado para outro. Os marinheiros se esforçavam para salvar o navio e os passageiros. A grande maioria dos viajantes estava desorientada, pois o desespero se apoderava de quase todos. Nesta situação, encontraram num camarote uma criança bem tranquila e feliz. Quando convidada a sair, para evitar o perigo de o navio ir a pique com ela ali dentro. Calmamente, ela respondeu: “Não se preocupe. Deixe-me aqui. Eu não tenho medo, porque meu papai é o piloto deste navio.”
Aplicação homilética: Quantas vezes o tempestuoso mar desta vida quer nos tragar. Necessitamos confiar no Pai, lançando-nos nos braços do Piloto divino.
c) Assim como a criança confia na alimentação provida por seus pais, assim também deve ser conosco. S. Mateus 6:25.

4 – Em quarto lugar: AS CRIANÇAS SÃO AFEIÇOADAS. Para uma criança, nada tem mais valor que os braços e beijos dos pais.
a) Como filhos de Deus, temos tal afeição por Ele, a quem chamamos “Pai”? Há qualquer coisa que se interponha entre nós e o nosso Deus, tirando-nos esse afeto?

5 – AS CRIANÇAS SÃO HUMILDES.
a) Sendo filho de um rei, sente-se feliz em brincar com outra criança pobre. Toda criança nasce sem preconceito.
b) Toda criança ao nascer é uma “tabula rasa”. Ou seja, um papel em branco, em que nada fora escrito. A sociedade é que vai imprimindo nela o preconceito, a presunção, o orgulho, até se tornar uma pessoa preconceituosa.
c) Essa foi a lição primordial que Jesus quis ensinar a seus discípulos. Havia entre eles contendas e discórdia porque cada um queria ser o maior no suposto reino que eles esperavam Jesus fundar.
d) A prática da humildade é uma jóia preciosa para Deus. I Pedro 5:5-6 .

6 – AS CRIANÇAS NÃO GUARDAM ÓDIO.
a) Duas crianças brigam. No dia seguinte, tudo já passou e continuam sendo amigas. Os pais muitas vezes ficam inimigos por toda a vida.

7 – O CRESCIMENTO É-LHES NECESSÁRIO.
a) Sem o crescimento não existiria saúde. Se a criança não cresce, algo está errado.
b) O cristão precisa crescer na graça e no conhecimento divinos. O cristão que fica estagnado, estacionado na sua experiência espiritual, certamente morrerá.


8 – ALIMENTAÇÃO SÁBIA.
a) Toda criança necessita de alimentação correta para a sua idade, a fim de que possa crescer e ter saúde.
b) Assim deve ser o cristão. Diz o apóstolo Pedro: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, vos seja dado crescimento para a salvação” (I Pedro 2:2).

Conclusão:

A – Busquemos as virtudes das crianças: Na felicidade, na sinceridade, na confiança no cuidado paternal, no afeiçoamento com os familiares, na humildade, no crescimento e alimentação espirituais.
B – Jesus chamando uma criança colocou no meio dos discípulos e lhes disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. E continuou: “Portanto, aquele eu se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus”.
C – Se quisermos ter o privilégio de entrar no reino dos céus, é mister ser como uma criança.